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01/10/2013

 

 

Seres famintos empilhados em enormes edifícios de concreto,

Separados por seus medos, cercados, isolados em cubículos,

Protegidos de suas emoções, blindados por sua compulsão consumista.

 

Seres famintos, com fome de amor.

Seres horrendos, organizados por cor,

Exímios compradores os que temem o corpo alheio.

 

Corpos fardados, treinados para mutilar,

Aclamados por consumidores, masturbadores, colecionadores de papel,

Papel pintado de verde, instrumento que arquiteta uma ereção!

 

Farda que ataca os que são livres,

Que destrói as mentes infantis, que marca o corpo daquele que sonha,

Daquele que luta, que vive e que ama!

 

Máquina megalomaníaca que controla os estados,

Máquina que pinta de sangue o papel que a alimenta.

Controla os corpos famintos de alma, de amor,

Envia-os pra morte com um sorriso no rosto, esperançosos protetores da jaula que os cerca,

 

Seres famintos e sem alma,

Seres de sorte aqueles que retornam,

Retornam e se aconchegam no colo do carrasco, se prosternam diante daquele que os encarcera.

 

Seres famintos,

Vivendo felizes para sempre.

  

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